Diferenças
Espinhos são estruturas pungentes¹ vascularizadas resultado da transformação de algum órgão, podendo ser originados de um caule, os quais são reconhecidos pela posição em que ocupam: na axila das folhas, produzidos pelas gemas laterais, ou no ápice, produzidos pela gema terminal. Alguns espinhos possuem origem a partir das folhas, como por exemplo nos cactos, os quais são fortemente endurecidos, reduzindo a evapotranspiração. Os espinhos, quando arrancados, podem deixar cicatrizes nas plantas.
Muitas pessoas confundem os espinhos com acúleos. Um acúleo, contudo, não é originário nem de um caule nem de uma folha; é uma projeção epidérmica usualmente pontiaguda. Não possuem vascularização, ocorrem em vários órgãos da planta e por serem provenientes da epiderme se destacam com certa facilidade. As estruturas comumente chamadas de espinhos nos caules de uma roseira, por exemplo, são acúleos.
Importância
Todas as três estruturas – espinhos foliares, espinhos caulinares e acúleos – podem servir como estruturas de defesa, reduzindo a predação pelos herbívoros. Também podem auxiliar na manutenção da espécie em certos ambientes. Em uma interação especial planta-herbívoro, os espinhos de uma espécie de acácia (Acacia cornigera) provêm abrigo para formigas que matam outros insetos que tentam se alimentar dessa planta.
Glossário
1. Que espetam.
Para mais informações:
GONÇALVES, E. G., LORENZI, H. Morfologia vegetal: organografia e dicionário ilustrado de morfologia das plantas vasculares. 2ª edição. 2011.
RAVEN, P. H.; EVERT, R.F.; CURTIS, H. Biologia Vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2014.
SOUSA, V. C.. FLORES, T. B., LORENZI, H. Introdução à Botânica - Morfologia. 1ª edição. 2013.